quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sex...


De repente tudo é novo, tudo é diferente, tudo é proibido.

Mudamos, sofremos, passamos a nos sentir bem maiores e melhores.

De repente nada nos segura em um só lugar, nada nos prende, somos livres, incoerentes, somos uma força que avança sempre em frente.

E não paramos, continuamos sem parar, sem fraquejar, sem desistir.

O importante é ir até o fim!

Sentimos o som, ouvimos luzes, sentidos tão confusos quanto sentimentos. Sentimentos tão arruinados e discriminados pelos outros que só nos resta, a eu e a você, consumá-los, de uma maneira nova, diferente, proibida!

E pra não ficar monotono, mudamos. E pra sentir prazer, sofremos, depois de um tempo é tudo bem maior. Depois de um tempo é tudo melhor.

E agora estamos presos em um mesmo lugar, almas algemadas entre si, perdemos a força que tinhamos, deleitamo-nos no mais puro prazer que se pode sentir.

E nada mais importa e ninguem mais importa e tudo que era bom está melhor e tudo que era ruim, também não importa!

Estamos sós! Eu e você e todo mundo! Seguindo em frente como uma força infinita, uma chance de sobrevivência, de continuidade.

Eu, você e todas as outras pessoas seguindo rumos distintos que nos levam sempre ao mesmo lugar...

...ao prazer.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Faith!

Atos, fatos, ações, reações, crença, mistério, dúvida, fé!

Seres humanos. Tão indigna existência. Tão pouco relevantes. Tão insignificantes esses seres que se acham supremos...

Errei! Da forma que falo, parece que não estou entre eles... Mas quando falo desses seres chamados humanos, me incluo! Somos indignos de existir, somos irrelevantes e insignificantes.

Somos incapazes de ajudar alguem ou até mesmo algo. Somos incapazes de zelar pelo que é nosso, ou pelo que se deve zelar. Somos tão estupidamente inteligentes, que achamos que não precisamos de ninguém.

Um gole de veneno cura dores, um gole de veneno resolve problemas... Goles de veneno deveriam ser distribuidos para os seres humanos...

Por que ninguem ainda fez isso? Veneno grátis para todos! Veneno para todos os lados, veneno para todos.

Tão insólita é a vontade de viver, tão impura é a sabedoria humana. Quantas e quantas vezes vemos algo absolutamente espantoso e não fazemos nada?

Quantas e quantas vezes planejamos, desejamos e fazemos mal a alguem? É certo que não somos todos puros, não somos todos bons.

Errei de novo! Da forma que falei parece que existem os bons e os ruins, os puros e impuros... Não existem! Somos todos ruins, todos impuros!

Cuidado! Não confie, não ame, não sinta! Não compensa agora e não compensará depois!

Guarde seus segredos, leve-os para o túmulo. Seres humanos não são confiáveis, nem agora e nem depois.

Há tempos perdi a fé em deus, mas o meu problema não era com ele... Era com os seres humanos...

Não estou dizendo que voltei a acreditar nele, estou dizendo que perdi a fé nos seres humanos.

Se você ainda a tem, largue-a! É o único conselho que posso te dar!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

I hear people dying when they try to find it!


Um passo a mais e estou "out of bounds"... "One step back" e já perdi tudo que tinha...

Nunca há um meio termo, nunca há algo bom o suficiente... Nunca há o necessário, nunca há o valor exato...

Emoções, cálculos, amores, palavras, sorrisos e despedidas... Nunca a quantidade exata... Ou a mais, ou a menos... Nunca o exato!

"And I try and try and try even harder... Nothing never is good enough!"

E quando não se sabe o que fazer? E quando não se sabe o que dizer? E quando não há palavras o suficiente pra expressar os sentimentos... E quando a confusão em sua cabeça não te deixa mais pensar?

E quando te julgam sem saber os seus motivos? E quando nem se dão ao trabalho de te ouvir? E "quando tá escuro e ninguém te ouve"? "Quando chega a noite e você pode chorar"?

Quando se está sozinho e ninguém mais pode te ajudar... Há uma escuridão que toma seu corpo e engole a sua alma... Há uma força que te puxa para baixo e te deixa sem forças para se levantar... Não há no que se apoiar...

Pessoas estranhas, desconhecidos que pensam me conhecer, que me julgam sem saber...

Quando não há mais nada que te prenda e tudo que você quer fazer é largar tudo, a quem ou a que você deve se agarrar? O que você deve fazer?

Quando não há respostas e seus proprios pensamentos são enigmas para você... Quando se está cansado de tentar vencer... Quando você pensa em desistir, mas já desistiu faz tempo...

Largue tudo que te prenda... Largue tudo que te segura... Caia! E aproveite a queda... E quando já estiver deitado no chão... Aproveite a sua estadia lá... Porque quando você levantar... Tudo será pior...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Freedom!


Correntes me prendem ao chão.. Correntes grossas e pesadas me impedem de seguir em frente...

Correntes me ligam a você... Correntes me ligam ao passado... Correntes me prendem ao chão, ao não...

Hoje estou impossibilitado de seguir em frente e tudo que eu mais quero é seguir em frente... Quando eu puder seguir em frente, tudo que mais vou querer é ficar preso à você!

Liberdade, poder, possibilidades me amedrontam...
Não sei o que quero, não sei como conseguir as coisas. Estou parado, impossibillitado, incapacitado seria a palavra mais adequada...

Talvez seja puro comodismo, mas não só de minha parte... As correntes que me prendem se acomodaram a me prender... A me limitar, a me incapacitar...

Hesito tentar quebrá-las, pois quando eu estiver livre, vou querer estar preso. Acredito que é melhor sonhar com a liberdade do que com a prisão!

Hoje não quero estar aqui... Quero sair, pular, correr... Quero ser livre... Quero poder, quero ser!

Correntes me prendem ao chão, correntes me prendem ao não...

Um dia me livrarei delas, um dia elas não mais me prenderão!

E quando esse dia chegar... Outras correntes me limitarão!

terça-feira, 16 de março de 2010

Jump!


"Go ahead and jump!"

Passos velozes me levam pra frente sem que eu possa pensar no que estou fazendo. Dessa forma meus pensamentos seguem mais rápido ou mais fluentes que minhas ações. Sem poder controlá-los corro como se estivesse sendo perseguido e não penso no que estou fazendo. A unica coisa que sei é que não posso parar. Corro. Pulo. Não paro. Nunca paro!

Muitas vezes me pego pensando em coisas que estão muito a frente, mas não paro de pensar nelas.

Passos velozes seguidos de forma frenetica guiam minha vida de um jeito, ou forma, que não planejo, muitas vezes nem mesmo vejo.

Vejo obstáculos passarem velozes por mim, vejo sombras de pessoas que estiveram ao meu lado. Me vejo correndo pela vida, mas vejo a vida correndo de mim.

Salto! Pulo! Partes da minha vida que eu deveria viver, passo através delas sem sentí-las, sem vivênciá-las.

Corro! Corro mais que posso... "Rápido!"... Corro mais do que pensei que conseguiria... "Mais rápido!"... Sinto que já estou no meu limite... "Depressa!"

Tropeço! Caio, me machuco... Levanto e continuo a correr... É como se eu não aprendesse... Quanto maior a velocidade, mais intenso as feridas causadas pelo tombo...

Ágil! Veloz! Perto do fim... "Jump!"

Se quiser me acompanhar, terá que ser veloz!

"Rápido!"

Ouço gritarem... Querem que minha vida acabe logo.. Querem que minha corrida chegue ao fim...

Aumento a velocidade... Inocente que sou, tambem quero que tudo acabe logo...

Vejo o fim... Percebo que ele está correndo de mim...

Aumento a velocidade... Corro... meus passos entram em uma frequencia quase imperceptivel para mim...

Rápido... Veloz... Intenso... Sinto que estou chegando aonde eu quero...

Sinto como se estivesse o mais longe que eu possa estar...

Corro!

Fim!

domingo, 14 de março de 2010

Listen!


Ouvi certa vez alguém dizer que nunca se está sozinho no mundo. Ouvi também dizerem que existe um ser que fez tudo, construiu tudo e controla tudo. Ouvi dizer que para toda ação há uma reação. Ouvi dizer que existem leis que devem ser seguidas. Ouvi dizer que existem punições pra quem não segue essas leis.

Ouvi dizer que não se pode atravessar a rua sem olhar para os dois lados. Que deve-se respeitar os mais velhos. Que o amor, o verdadeiro amor, só acontece uma vez.

Ouvi por aí que o mundo está esquentando. Que gelos derretem e que seres desaparecem!

Ouvi certa vez que tudo aquilo que não se dá o devido valor, fará falta. Que música acalma a alma, mas agita o corpo. Ouvi dizer que é necessario durmir bem para se ter um bom dia. Que dois mais dois são quatro.

Ouvi sem querer que as pessoas traem as outras. Que não se pode confiar em ninguém. Que a decepção é iminente e inevitável.

Ouvi atenciosamente que é necessário estudar. Que é necessário trabalhar. Que é necessário cuidar das pessoas que você gosta. Que é necessário se cuidar.

Ouvi repentinamente que há um tempo pré-estabelecido para dar rumo à sua vida. Que está na hora de causar mudanças. Que está na hora de mudar.

Ouvi dizerem que escrever é uma válvula de escape. Que estresse mata. Que as pessoas morrem. E que elas também nascem.

Ouvi que quando duas pessoas fazem sexo, elas devem se amar (ou será quando duas pessoas se amam, elas devem transar?). Ouvi que o corpo é um presente e que não deve ser menosprezado.

Ouvi dizer que amigos mudam, que vão embora, mas que ficam sempre com você.

Ouvi dizer que é bom conhecer novas pessoas. Ouvi tambem dizer que não se deve esquecer as pessoas.

Quando será a hora de parar de ouvir e começar a falar?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

What's the point?


Onde é o ponto em que todas essas mudanças ocorrem? Eu não consigo me lembrar... Não consigo ver claramente...

Onde é o ponto em que as pessoas param de evitar dizer certas coisas em sua frente e passam a tratar seu ouvido como lixo? Eu realmente não sei quando isso começou...

Eu sei que eu não ouvia, mas agora ouço...

Onde é o ponto em que toda a sua inocência é tirada (arrancada, pra ser mais exato) e todos passam a te contar de tudo e de todos como se você já tivesse experimentado todas as coisas que sempre te falavam pra evitar? Eu não lembro quando aconteceu...

Eu sei que aconteceu e que agora eu sou adulto, mas...

Onde foi? Onde foi que deixei de ser criança e passei a ser um adulto que pode ver ou ouvir qualquer coisa?

Quando foi que minha mãe parou de tapar meus olhos nas cenas de filme com sangue, ou nas cenas de sexo de novela? Eu não lembro, não tenho nenhuma pista... Mas sei que aconteceu.

Sou adulto agora, mas ninguém me avisou que eu já era, esperavam que eu subitamente entendesse isso sozinho... Mas poderiam simplesmente ter me avisado...

Seria mais fácil se eu tivesse me preparado... Seria mais simples se eu soubesse que tudo mudaria em algum ponto da minha história...

Mas ninguém se deu ao trabalho, ninguém me alertou, ninguém me aconselhou.

Agora eu sou adulto e não posso fazer nada a respeito. Deixei de ser criança e virei adulto, como de um dia para o outro...

Mas o pior ainda estar por vir... Foi me falado que depois que você deixa de ser criança, você vira adolescente, depois jovem e só depois adulto... Há ainda os mais febrilmente esperançosos que afirmam que a ordem seria outra... Seria criança, pré-adolescência, adolescência, juventude, juventude adulta e só então a fase adulta...

Será que eu perdi isso tudo, passei por todas essas fases, mas não percebi? Ou será que eles estavam errados e de criança você simplesmente vira adulto e ganha toda essa carga de responsabilidade que você jamais pensou que teria?

Podiam ter me avisado que seria assim... Não falaram... Falaram-me sobre pêlos e coisas que crescem... Falaram-me sobre barba e faculdade... Falaram-me sobre altura e namoradas, mas nunca me falaram que eu tinha que encarar o mundo com tudo que há de porco nele...

Deviam ter me falado, deviam ter me avisado... Seria mais justo e, com certeza, seria mais fácil...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ao encontro do Destino


"Seu nome? Seu nome era Karla... Mas não Karla como em qualquer outra Karla... Uma Karla mais bela, mais meiga, ainda mais querida que qualquer outra pessoa na face da terra."



Hoje... Era tudo diferente... Hoje ela andava pensando em sua vida... Nos amores antigos, nas aventuras passadas, hoje ela se sentia diferente de todas as pessoas. Seus cabelos soltos, seu decote chamativo, uma calça simples, mas que destacava o seu corpo. Hoje ela estava atraindo olhares, chamando atenções. Hoje a rua era dela! E tudo que ela via pertencia a ela.


Nunca havia se sentido assim. Nunca havia estado tão bem. O motivo?! Nem ela mesmo sabia. Ela só sabia que tinha que estar bem e era assim que ela estava. Caminhou confiante indo em direção a algo que ela não sabia o que era! MAs ela tinha certeza que quando chegasse ela ia saber que era hora!


Andou por alguns quarteirões fazendo todas as pessoas no caminho olhar para ela. Simples, meiga, doce e, em breve, amada. O amor da sua vida aguardava por ela. Mas ela não sabia. Em fato, nem mesmo o amor dela sabia que a estava aguardando.


Um encontro no escuro, embaixo de um sol forte, com desconhecidos íntimos e tristes alegres. Um conujunto de fortes paradoxos formavam quela paisagem bela e única. O momento perfeito, o instante exato. O encontro de duas paixões mais fortes do que tudo que já se ouvia falar.


De repente, uma esquina, uma trombada, coisas ao chão, um clichê a qual qualquer pessoa queria estar preso.


Ela olhou para ele... Seus olhos se encontraram, mais tarde seriam seus lábios.


"Oi! Qual o seu nome?"


"Meu nome é..." Um ruído de caminhão não deixou ela ouvir. "E o seu?"


Seu nome? Seu nome era Karla... Mas não Karla como em qualquer outra Karla... Uma Karla mais bela, mais meiga, ainda mais querida que qualquer outra pessoa na face da terra.


Mas não houve tempo de resposta... Uma vontade intensa... Um desejo ardente.. Um beijo encandescente!


Assim acontecera e assim eles contarão para o resto da sua vida. Foram feitos um para o outro... Mas não sabiam ainda... Se separam após o beijo sem trocar telefone, nem ao menos os nomes... Se dividiram ali... Sem saber que o destino deles era ficar juntos para sempre...



Agora cabia ao destino juntar aqueles dois... Um destino que andava mais confuso do que os corações apaixonados... MAs que ainda assim era O destino!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Conto de um amigo distante...


"Hoje ele acordou se sentindo estranho... Não estranho como já era comum... Estranho como se aquele fosse o primeiro dia do fim da sua vida."


Faz tempo... Tempo que não escrevo, tempo que não finjo, tempo que não minto, faz tempo que faz tempo...


Hoje a vontade surgiu... A vontade de mentir, de fingir... Mas, sobretudo a vontade de escrever...

Escreverei então, escreverei sobre um amigo, um amigo que também já faz tempo...

Certa vez, esse amigo me contou uma história, que na época não fazia sentido para mim. Hoje, o sentido daquela história me deu uma bofetada na cara. Hoje o sentido daquela história se impôs na minha frente e não quis sair enquanto eu não acreditasse nele... Hoje o sentido daquela história é tudo em que eu acredito!


[inicio_do_conto]
Pedro estava andando sem saber aonde ia... Não tinha um rumo certo, não tinha um propósito, não naquele momento, não depois de ouvir todas aquelas histórias tristes e horrendas sobre o amor...

Hoje, Pedro decidira mudar... Mudar toda a sua vida e deixar de acreditar em tudo que lhe falavam sobre o amor! Era isso! O amor para Pedro não existia mais!



[inicio_de_um_comentário]
Mal sabia Pedro que o que ele estava sentindo não era ímpar, que aquele sentimento era mais comum do que ele podia imaginar...

Reis e rainhas já viveram sem o amor, e sem o amor deixaram seu reino. (Sem amor e sem descendentes). Seu reino que já não existia mais!
Cavaleiros e donzelas já casaram-se sem amor e ninguém ouviu falar deles... (E mal sabia Pedro que esse também era ele... uma pessoa da qual ninguém ouvira falar)...

Homens e mulheres já passaram uma vida inteira juntas, também, sem o amor... Homens e mulheres que se tornaram comuns a tudo que já havia sido visto...
[fim_do_comentario]

E assim, sem amor.. Pedro estava naquele momento.

E assim sem amor Fabiana estava pensando nele... Não como Romeu pensou em Julieta, nem como Dalila pensou em Sansão. Aliás, vamos deixar esses exemplos batidos e falsos de amor para trás... Vamos pensar em amor como uma coisa nova, uma coisa que você sabe que sente e não pode demonstrar, vamos pensar no amor como... como... o amor que Pedro estava sentindo agora!

[nota]
Ele não estava não era sem amor!? (Calma!)
[fim _da_nota]

Pedro estava amando mais do que podia entender... Ele só não sabia disso ainda... E como todo apaixonado faz.. Em todas histórias maravilhosas que se houve falar... Pedro estava se apaixonando cada vez mais!

[conto_dentro_do_conto]
Ousadia! Eu sempre fui ousado. Desde pequeno minha mãe sempre falou que eu era ousado e que não media as conseqüências dos meus atos. Eu sempre me arrisquei e fiz coisas fora do comum e não me importava com quem estava vendo... Eu nunca me importei com o que estavam pensando de mim... Mas agora porque que quando faço alguma coisa que te machuca, eu também me machuco? Porque agora, justo agora, eu faço coisas que ferem a você.. E o pior! Porque isso é tão importante pra mim? Porque eu não posso simplesmente ignorar o seu sofrimento? O que há em você que me faz sentir assim?
[fim_do_conto_dentro_do_conto]

Pedro se encontrava agora sozinho em meio há muitas coisas que não entendia...

Fabiana estava começando a se sentir apreensiva...

[nota2]
O que estava acontecendo? O clichê de todos os clichês das histórias de amor!
Os amores que tentamos deixar para trás.. Mas que sempre voltam e batem na gente com mais força do que a gente pode agüentar!
[fim_da_nota2]


Pedro gritou!

Fabiana ouviu alguém chamar seu nome!

Pedro se preparava para o pior momento da sua vida!

Fabiana corria para a janela como se já soubesse o que ia acontecer...



E então para os dois tudo parou... E tudo fez sentido! E tudo estava bom!


E então quase que no mesmo instante.. Tudo acabou.


Pedro queria que ela visse ele sangrando até a morte...

Escolhera a frente da sua casa para deixar ali a marca do seu fim... Gritara o nome dela para que ela visse ele sofrendo as ultimas coisas da sua vida e deixar ela sofrendo para o resto da sua vida...

Assim como o seu amor por ela tinha feito ele sofrer... E então tudo acabou...
E então não restava mais nada...



No outro dia Fabiana acordou se sentindo estranha... Não estranha como já era comum... Estranha como se aquele fosse o primeiro dia do fim da sua vida.

[fim_do_conto]



Nota do autor: Àqueles que não entenderam essa história, a única coisa que posso fazer por elas é esperar... Esperar que o sentido dessa história apareça na frente deles e os faça acreditar...

segunda-feira, 31 de março de 2008

Planos e futuros incertos (Dia da Mentira)


Montes Claros, 01 de abril de 2008

Estou acordado e são quase 3 da manhã...

Comecei ouvir uma música que não sei o nome e senti uma vontade enorme de escrever alguma coisa para uma pessoa que eu amo.

Quando escrevi a data, me senti a pessoa mais idiota do mundo! Porque o dia em que resolvo falar coisas importantes é exatamente o dia taxado como “Dia da Mentira”?

Será que é uma pura ironia do destino, insinuando que tudo que penso estar certo sobre minha vida é uma mentira? E se for... O que é mesmo a verdade?!?

Será que nunca vou saber o que realmente está acontecendo em minha vida?! A confusão, os sentimentos, as pessoas... Tudo ao mesmo tempo que parece tão certo... É taxado como errado!
E se de repente eu pudesse me distanciar de tudo. Ver tudo de um outro ponto de observação e eu finalmente entendesse toda a minha vida até agora e soubesse exatamente o que tenho que fazer daqui pra frente?!?
Qual seria a minha atitude?

Provavelmente correria... Fugiria... Coisas que sempre faço quando tenho algo pra fazer... Se eu soubesse hoje como seria exatamente o dia amanhã... O que me faria levantar da cama?!?
O que me faria agir? Provavelmente nada!

Vivo apenas para descobrir o que está por vir. Se eu já soubesse como seriam todas as minhas sensações não estaria curioso pra tentar melhorar o dia de amanhã!

Você (não preciso dizer seu nome, você sabe que estou falando de você) surgiu na minha vida e me fez perceber que nem sempre as pessoas são o que pensamos delas... Não que a vida nunca tivesse me mostrado isso... Mas foi quando você me mostrou que eu realmente me interessei…

Você é a única razão que me faz mover para algo a mais... Meus planos, hoje, só fazem sentidos se incluirem você... O resto surge ao acaso... As farras com meus amigos... Os estudos das provas que estão por vir... Os trabalhos a fazer... Nada disso eu planejo... No momento que surge a vontade de fazer... Eu faço!

Não é que eu esteja menosprezando meus amigos... O que acabei de dizer só prova ainda mais o quão importantes eles são pra mim.. Pois sei que quando eu precisar deles... Eles estarão lá!

Mas com você tudo é diferente... Com você eu almejo planos... Tenho sempre vontade de ir além do que normalmente a vida oferece... Nunca me preocupei com coisas do tipo “O que vou estar fazendo daqui a 10 anos?” ou “Onde vou morar quando já tiver uma família?”...

Não que eu tenha começado a me preocupar com isso... Mas hoje eu descobri que não importa onde eu vou estar morando... Ou o que eu vou estar fazendo, desde que você esteja lá comigo, tudo vai parecer bom e adequado...

Planejo fazer coisas com você... Se um dia eu saltar de asa-delta ou pára-quedas... Se um dia eu pular de bungee jumping ou sair para caçar leões... Se um dia eu estiver deitado na minha cama assistindo ao Fantástico esperando o meu fatídico domingo passar para começar a trabalhar na segunda... Se um dia meu carro estragar e eu tiver de andar de ônibus... Se um dia eu presenciar um assalto e puder fazer algo para impedi-lo... Se um dia eu estiver simplesmente fazendo a mesma coisa que faço todos os dias... Eu espero que eu esteja com você... Por que tenho certeza que com você qualquer coisa que eu faça vai ser melhor do que seria normalmente!

E mais do que querer estar com você... eu espero que eu ainda esteja te amando... Porque não há sentimento que me completa mais do que o amor que eu sinto por você...

E eu espero que ele continue me preenchendo não só hoje, ou amanhã, ou nos meus saltos radicais e dias de trabalho... Eu espero que ele me preencha para sempre.

E me preencha tanto que eu espero que o meu último suspiro de vida sejam as mesmas palavras com as quais terminarei esse texto!

Eu te amo, meu amor!