segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ao encontro do Destino


"Seu nome? Seu nome era Karla... Mas não Karla como em qualquer outra Karla... Uma Karla mais bela, mais meiga, ainda mais querida que qualquer outra pessoa na face da terra."



Hoje... Era tudo diferente... Hoje ela andava pensando em sua vida... Nos amores antigos, nas aventuras passadas, hoje ela se sentia diferente de todas as pessoas. Seus cabelos soltos, seu decote chamativo, uma calça simples, mas que destacava o seu corpo. Hoje ela estava atraindo olhares, chamando atenções. Hoje a rua era dela! E tudo que ela via pertencia a ela.


Nunca havia se sentido assim. Nunca havia estado tão bem. O motivo?! Nem ela mesmo sabia. Ela só sabia que tinha que estar bem e era assim que ela estava. Caminhou confiante indo em direção a algo que ela não sabia o que era! MAs ela tinha certeza que quando chegasse ela ia saber que era hora!


Andou por alguns quarteirões fazendo todas as pessoas no caminho olhar para ela. Simples, meiga, doce e, em breve, amada. O amor da sua vida aguardava por ela. Mas ela não sabia. Em fato, nem mesmo o amor dela sabia que a estava aguardando.


Um encontro no escuro, embaixo de um sol forte, com desconhecidos íntimos e tristes alegres. Um conujunto de fortes paradoxos formavam quela paisagem bela e única. O momento perfeito, o instante exato. O encontro de duas paixões mais fortes do que tudo que já se ouvia falar.


De repente, uma esquina, uma trombada, coisas ao chão, um clichê a qual qualquer pessoa queria estar preso.


Ela olhou para ele... Seus olhos se encontraram, mais tarde seriam seus lábios.


"Oi! Qual o seu nome?"


"Meu nome é..." Um ruído de caminhão não deixou ela ouvir. "E o seu?"


Seu nome? Seu nome era Karla... Mas não Karla como em qualquer outra Karla... Uma Karla mais bela, mais meiga, ainda mais querida que qualquer outra pessoa na face da terra.


Mas não houve tempo de resposta... Uma vontade intensa... Um desejo ardente.. Um beijo encandescente!


Assim acontecera e assim eles contarão para o resto da sua vida. Foram feitos um para o outro... Mas não sabiam ainda... Se separam após o beijo sem trocar telefone, nem ao menos os nomes... Se dividiram ali... Sem saber que o destino deles era ficar juntos para sempre...



Agora cabia ao destino juntar aqueles dois... Um destino que andava mais confuso do que os corações apaixonados... MAs que ainda assim era O destino!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Conto de um amigo distante...


"Hoje ele acordou se sentindo estranho... Não estranho como já era comum... Estranho como se aquele fosse o primeiro dia do fim da sua vida."


Faz tempo... Tempo que não escrevo, tempo que não finjo, tempo que não minto, faz tempo que faz tempo...


Hoje a vontade surgiu... A vontade de mentir, de fingir... Mas, sobretudo a vontade de escrever...

Escreverei então, escreverei sobre um amigo, um amigo que também já faz tempo...

Certa vez, esse amigo me contou uma história, que na época não fazia sentido para mim. Hoje, o sentido daquela história me deu uma bofetada na cara. Hoje o sentido daquela história se impôs na minha frente e não quis sair enquanto eu não acreditasse nele... Hoje o sentido daquela história é tudo em que eu acredito!


[inicio_do_conto]
Pedro estava andando sem saber aonde ia... Não tinha um rumo certo, não tinha um propósito, não naquele momento, não depois de ouvir todas aquelas histórias tristes e horrendas sobre o amor...

Hoje, Pedro decidira mudar... Mudar toda a sua vida e deixar de acreditar em tudo que lhe falavam sobre o amor! Era isso! O amor para Pedro não existia mais!



[inicio_de_um_comentário]
Mal sabia Pedro que o que ele estava sentindo não era ímpar, que aquele sentimento era mais comum do que ele podia imaginar...

Reis e rainhas já viveram sem o amor, e sem o amor deixaram seu reino. (Sem amor e sem descendentes). Seu reino que já não existia mais!
Cavaleiros e donzelas já casaram-se sem amor e ninguém ouviu falar deles... (E mal sabia Pedro que esse também era ele... uma pessoa da qual ninguém ouvira falar)...

Homens e mulheres já passaram uma vida inteira juntas, também, sem o amor... Homens e mulheres que se tornaram comuns a tudo que já havia sido visto...
[fim_do_comentario]

E assim, sem amor.. Pedro estava naquele momento.

E assim sem amor Fabiana estava pensando nele... Não como Romeu pensou em Julieta, nem como Dalila pensou em Sansão. Aliás, vamos deixar esses exemplos batidos e falsos de amor para trás... Vamos pensar em amor como uma coisa nova, uma coisa que você sabe que sente e não pode demonstrar, vamos pensar no amor como... como... o amor que Pedro estava sentindo agora!

[nota]
Ele não estava não era sem amor!? (Calma!)
[fim _da_nota]

Pedro estava amando mais do que podia entender... Ele só não sabia disso ainda... E como todo apaixonado faz.. Em todas histórias maravilhosas que se houve falar... Pedro estava se apaixonando cada vez mais!

[conto_dentro_do_conto]
Ousadia! Eu sempre fui ousado. Desde pequeno minha mãe sempre falou que eu era ousado e que não media as conseqüências dos meus atos. Eu sempre me arrisquei e fiz coisas fora do comum e não me importava com quem estava vendo... Eu nunca me importei com o que estavam pensando de mim... Mas agora porque que quando faço alguma coisa que te machuca, eu também me machuco? Porque agora, justo agora, eu faço coisas que ferem a você.. E o pior! Porque isso é tão importante pra mim? Porque eu não posso simplesmente ignorar o seu sofrimento? O que há em você que me faz sentir assim?
[fim_do_conto_dentro_do_conto]

Pedro se encontrava agora sozinho em meio há muitas coisas que não entendia...

Fabiana estava começando a se sentir apreensiva...

[nota2]
O que estava acontecendo? O clichê de todos os clichês das histórias de amor!
Os amores que tentamos deixar para trás.. Mas que sempre voltam e batem na gente com mais força do que a gente pode agüentar!
[fim_da_nota2]


Pedro gritou!

Fabiana ouviu alguém chamar seu nome!

Pedro se preparava para o pior momento da sua vida!

Fabiana corria para a janela como se já soubesse o que ia acontecer...



E então para os dois tudo parou... E tudo fez sentido! E tudo estava bom!


E então quase que no mesmo instante.. Tudo acabou.


Pedro queria que ela visse ele sangrando até a morte...

Escolhera a frente da sua casa para deixar ali a marca do seu fim... Gritara o nome dela para que ela visse ele sofrendo as ultimas coisas da sua vida e deixar ela sofrendo para o resto da sua vida...

Assim como o seu amor por ela tinha feito ele sofrer... E então tudo acabou...
E então não restava mais nada...



No outro dia Fabiana acordou se sentindo estranha... Não estranha como já era comum... Estranha como se aquele fosse o primeiro dia do fim da sua vida.

[fim_do_conto]



Nota do autor: Àqueles que não entenderam essa história, a única coisa que posso fazer por elas é esperar... Esperar que o sentido dessa história apareça na frente deles e os faça acreditar...

segunda-feira, 31 de março de 2008

Planos e futuros incertos (Dia da Mentira)


Montes Claros, 01 de abril de 2008

Estou acordado e são quase 3 da manhã...

Comecei ouvir uma música que não sei o nome e senti uma vontade enorme de escrever alguma coisa para uma pessoa que eu amo.

Quando escrevi a data, me senti a pessoa mais idiota do mundo! Porque o dia em que resolvo falar coisas importantes é exatamente o dia taxado como “Dia da Mentira”?

Será que é uma pura ironia do destino, insinuando que tudo que penso estar certo sobre minha vida é uma mentira? E se for... O que é mesmo a verdade?!?

Será que nunca vou saber o que realmente está acontecendo em minha vida?! A confusão, os sentimentos, as pessoas... Tudo ao mesmo tempo que parece tão certo... É taxado como errado!
E se de repente eu pudesse me distanciar de tudo. Ver tudo de um outro ponto de observação e eu finalmente entendesse toda a minha vida até agora e soubesse exatamente o que tenho que fazer daqui pra frente?!?
Qual seria a minha atitude?

Provavelmente correria... Fugiria... Coisas que sempre faço quando tenho algo pra fazer... Se eu soubesse hoje como seria exatamente o dia amanhã... O que me faria levantar da cama?!?
O que me faria agir? Provavelmente nada!

Vivo apenas para descobrir o que está por vir. Se eu já soubesse como seriam todas as minhas sensações não estaria curioso pra tentar melhorar o dia de amanhã!

Você (não preciso dizer seu nome, você sabe que estou falando de você) surgiu na minha vida e me fez perceber que nem sempre as pessoas são o que pensamos delas... Não que a vida nunca tivesse me mostrado isso... Mas foi quando você me mostrou que eu realmente me interessei…

Você é a única razão que me faz mover para algo a mais... Meus planos, hoje, só fazem sentidos se incluirem você... O resto surge ao acaso... As farras com meus amigos... Os estudos das provas que estão por vir... Os trabalhos a fazer... Nada disso eu planejo... No momento que surge a vontade de fazer... Eu faço!

Não é que eu esteja menosprezando meus amigos... O que acabei de dizer só prova ainda mais o quão importantes eles são pra mim.. Pois sei que quando eu precisar deles... Eles estarão lá!

Mas com você tudo é diferente... Com você eu almejo planos... Tenho sempre vontade de ir além do que normalmente a vida oferece... Nunca me preocupei com coisas do tipo “O que vou estar fazendo daqui a 10 anos?” ou “Onde vou morar quando já tiver uma família?”...

Não que eu tenha começado a me preocupar com isso... Mas hoje eu descobri que não importa onde eu vou estar morando... Ou o que eu vou estar fazendo, desde que você esteja lá comigo, tudo vai parecer bom e adequado...

Planejo fazer coisas com você... Se um dia eu saltar de asa-delta ou pára-quedas... Se um dia eu pular de bungee jumping ou sair para caçar leões... Se um dia eu estiver deitado na minha cama assistindo ao Fantástico esperando o meu fatídico domingo passar para começar a trabalhar na segunda... Se um dia meu carro estragar e eu tiver de andar de ônibus... Se um dia eu presenciar um assalto e puder fazer algo para impedi-lo... Se um dia eu estiver simplesmente fazendo a mesma coisa que faço todos os dias... Eu espero que eu esteja com você... Por que tenho certeza que com você qualquer coisa que eu faça vai ser melhor do que seria normalmente!

E mais do que querer estar com você... eu espero que eu ainda esteja te amando... Porque não há sentimento que me completa mais do que o amor que eu sinto por você...

E eu espero que ele continue me preenchendo não só hoje, ou amanhã, ou nos meus saltos radicais e dias de trabalho... Eu espero que ele me preencha para sempre.

E me preencha tanto que eu espero que o meu último suspiro de vida sejam as mesmas palavras com as quais terminarei esse texto!

Eu te amo, meu amor!

sábado, 5 de janeiro de 2008

Eras futuras passadas


"Diz a lenda que certo príncipe ao nascer, fora amaldiçoado com uma das mais terriveis maldições que poderia haver! 'Sempre que uma lágrima dele sair dos seus olhos, alguém de dentro do reino morreria.'

O rei fora criado por pais muito severos e por isso aprendera que palmadas eram sempre a solução! Mas, por toda a sua vida teria que se segurar para não bater no príncipe. A rainha sempre fora muito chorona, por ter sido muito mimada quando pequena! Mas por toda a sua vida teria que se segurar para não chorar na frente do príncipe. O príncipe não podia aprender a chorar! A princesa, sua irmã mais velha, não poderia nunca implicar com seu irmão e teria que aceitar tudo que ele quisesse!

E assim o principe crescia em meio a um mundo totalmente diferente do que vivia no Castelo!

Como o pai dele não podia bater nele, passou a cobrar impostos aos tapas dos cidadãos. Como a mãe dele não podia chorar na frente dele, passou a fazer as mães daquele reino chorar mandando guardas sequestrarem os filhos delas. A princesa, como não podia impor sua posição perante o irmão se tornou a princesa mais insuportável que todos os reinos já ouviram dizer!

E assim o principe crescia sem saber do que estava fazendo com aquele reino que a ele pertenceria!

De acordo o tempo passava o principe se tornava cada vez mais alegre aos olhos das pessoas. As pessoas do reino se perguntavam como que aquele principe estava sempre sorrindo, mesmo com todas aquelas desgraças acontecendo ao reino. O que eles não sabiam é que aquilo era só uma casca, era só uma armadura. Que o príncipe sentia por dentro uma infelicidade imensa cada vez que via algum dos seus súditos apanhando, cada vez que uma criança sumia, ou cada vez que sua irmã tentava se casar e não conseguia porque nehum principe a queria! O problema é que por mais que essa infelicidade fosse grande não sabia como expressá-la.

E assim o principe crescia se trancando dentro de si e se destruindo enquanto também destruia o reino!

Houve então um dia em que todos os cidadãos daquele reino se revoltaram por causa da hipocrisia do princípe! Ninguém mais naquele reino ousava sorri, a não ser ele! Puseram-se então em uma caça contra o príncipe. Cegos de inveja não podiam ver que a culpa não era dele! Cegos de inveja invadiram aquele castelo e não ouviram os gritos da rainha explicando o porquê dos sorrisos! Cegos de inveja não viram o sorriso da bruxa que agora estava contente com seu feitiço! Cegos de inveja deixaram o castelo afundado em tristeza e um príncipe com uma flecha no peito e apenas uma lágrima no rosto. Uma lágrima que refletia o corpo pálido da irmã que agora pendia morta ao chão!

Muito tempo se passou e os cidadãos agora se lamentavam profundamente do que haviam feito.
Montaram uma era em que escritores já não mais escreviam, tocadores já não mais tocavam, padeiros já não faziam pães. Uma princesa! Uma única princesa que desde a morte daquele príncipe não parara de derramar lágrimas.

Em um breve olhar sobre tudo aquilo, a bruxa que lançara o feitiço teve um breve e claro pensamento de que enfeitiçara a pessoa errada!"




Ouvi essa história de um jovem que começou ela com um mesmo e sempre "Há muito, muito tempo atrás...".

Ouvi também de um velho que começou ela com um inusitado "Daqui a muitos anos, num futuro bem longíquo...".

Não acho que essa história já tenha acontecido. Nem que ela venha a acontecer. Acho que ela está acontecendo!

Punimos os outros por coisas que não podemos fazer!
Crucificamos as pessoas por erros que elas não queriam cometer, ou que nem cometeram!
Somos incapazes de ouvir as explicações antes de tomar as atitudes!
Cegos que somos não vemos as verdadeiras provas que estão a nossa frente.

Hoje nossos escritores já não escrevem. Nossos músicos já não cantam. Nossos bailarinos já não dançam!


Mas ainda assim somos incapazes de reconhecer os nossos erros!