sábado, 10 de novembro de 2007

Lembranças de uma outra vida


Começara com uma dor de cabeça. Uma dor mínima, quase que imperceptivel. Não deveria ser importante. Sabia que continuaria a viver. Que nada de ruim poderia acontecer. Continuou levando sua vida em frente. Sempre maquiando aquilo que lhe incomodava.

Mas agora vinha com mais força, uma força incontrolável. Algo que não sabia explicar mas que era mais forte que sua vontade de continuar seguindo em frente. Estava perturbado. Nada o agradava, tudo o irritava. Era como se a cada segundo uma explosão de ira viesse à tona dentro dele.

Era melhor parar de pensar naquilo. Era melhor voltar à sua escuridão. Porque não conseguia largar aquela outra vida para trás? Por que sempre que ficava só tinha vontade de voltar de onde tinha vindo.

Não aguentava mais. Não podia mais fechar os olhos e pensar no passado. Mas não podia abrir os olhos. Estava com medo de não ver a sua esperança. Estava com medo de quando abrir encontrar uma realidade diferente da que estava esperando.

E quando não há mais esperança? E quando não se sabe mais pra onde ir? E quando de repente tudo que você estava se apoiando cai e você ainda não tem suas próprias asas?
Preferiu continuar com os olhos fechados. Resolvera que só abriria quando aquela pessoa, com a qual possivelmete sonhara, segurasse sua mão disposta a lhe levar para longe dali.

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