sábado, 10 de novembro de 2007

O Nunca (ou seria melhor 'O Nada'?)


E nunca havia sido assim... Nunca tão intenso. Nunca tão escuro. Nunca tão solitário.


Alguma vez haveria passado na sua cabeça que poderia chegar a esse ponto? Alguma vez pensou que as consequências não são só boas e ruins? Às vezes elas conseguem ser as duas coisas! Tanto boas quanto ruins! Será que realmente há males que vem para bem? Mas porque o bem nunca chegava? Por sempre que achamos que quando está ruim, ainda fica pior?


E nunca mais estaria daquele jeito. Do jeito especial. Do jeito único.

E nunca mais seria do mesmo jeito. Do jeito que era. Não era especial, nem único. Mas era forte! Era mais do que o corpo poderia mostrar ou suportar! Era mais que qualquer pessoa já vira.

Nunca mais seria daquele jeito. Mas estaria sempre ali. Sempre a rondá-lo. Sempre a espiá-lo.


Soava como o canto dos pássaros e ao mesmo tempo como o assobio da morte! Era o fim de tudo. E o tudo do fim. E nunca foi falado. Nenhuma palavra sequer. Mas todos sabiam que ali havia terminado o que nunca havia começado.


E aquela escuridão? E aquela solidão? Mera incubência da vida! Mera coincidência! Mera vontade de se sentir sozinho! De se sentir no escuro!


Mas maior que a vontade de estar sozinho... Era vontade de estar com a pessoa que sonhava todas as noites. Que pensava quando ouvia a música. Musica do canto dos pássaros! E sobretudo! Na pessoa que sonhava quando ouvia o assobio da morte.
E era por isso que só sairia da escuridão se fosse com aquela pessoa. A que havia arrebentado as correntes. Mas ao inves de vir resgatá-lo... Havia corrido. Corrido para algum lugar que não era ao seu lado.

Um comentário:

Éverton Resende disse...

u@bol.com.brÉ uma obra de arte! É incrível!
Se expressar é magia!